¨Hilda
Hilst pensava poder captar as vozes dos mortos; James Joyce se
convenceu de que sua filha era telepata; Clarice falava de Deus com tão
estranha proximidade que foi convidada a um congresso internacional sobre bruxaria;
Guimarães Rosa hesitou por anos em aceitar a cadeira na Academia, como
se soubesse que morreria três dias depois da honraria. Nenhum desses
episódios vale como prova de nada, a não ser, talvez, de uma correlação
entre uma certa compreensão da linguagem poética e uma experiência de
mundo que crê ter intimidade com a "metafísica"¨. Páginas
maio 09, 2013
Metafísica poética
¨Hilda
Hilst pensava poder captar as vozes dos mortos; James Joyce se
convenceu de que sua filha era telepata; Clarice falava de Deus com tão
estranha proximidade que foi convidada a um congresso internacional sobre bruxaria;
Guimarães Rosa hesitou por anos em aceitar a cadeira na Academia, como
se soubesse que morreria três dias depois da honraria. Nenhum desses
episódios vale como prova de nada, a não ser, talvez, de uma correlação
entre uma certa compreensão da linguagem poética e uma experiência de
mundo que crê ter intimidade com a "metafísica"¨.
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Num dia de seca decidimos subir aquele monte de pedras soltas e estancas cinzentas que há tempos não viam o orvalho umedecer as folhas que ali brotavam. Os nativos se agitaram diante daqueles que decididos iriam visitar aquele lugar. Em cima uma cruz resiste em dar vida a um Deus que já morreu.No Horizonte dois arcos multicolors ressurgem como deuses que vieram brindar a imensidao do existir. Em seus cálices gotas celestiais dum divino, metafísico orvalho cintilante...
ResponderExcluir...seria essa, uma questão última da filosofia moderna??? :) ♪♪
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