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fevereiro 18, 2018

sweet then wine

Um sorriso meio de lado
felinamente
que esgueiro...

carros se chocam
pessoas se reencontram
é a mesma sensação
um vulto estranho, um reencontro
constrangimento( o que significa?)
atrito de sensações, olhar vesgo
momento de lampejo
beleza, entreolhar, reconhecer, um momento de saber.
depois volta, e... outra coisa segue-se
sabemos
sinfonia, orquestra de tumultos
gritos internos nos dizem
outras coisas menos nobres verdades, que camuflam
mas há verdade
"sou esperto o bastante, saberia! saberei."
Do contrário o que teríamos, momentos vagos
indizíveis, indecifráveis
Era eu, era você, Eramos nós
Bad luck?
Whatever...
Outrosim, éramos instantes querendo
porque o querer não perdurará
no seu querer.

Continuamos querendo
encontros haverão'
Há de haver, encontros sem "trombadas"


( Isso pede Lou-Bowie, padroeiro dos caminhantes desencontrados, reencontrados)



fevereiro 02, 2018

Sinergia e sincronicidade, a natureza fractal




“Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente 
que o "padrão de Deus" existe em cada homem,
e que esse padrão (pattern) é a maior energia
transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo.
 Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada"


Jung e a Sincronicidade
"Nós, seres humanos - ensina ele - temos um papel especial a desempenhar no universo.
O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o árquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. "Como em cima, assim em baixo" falou o mestre Hermes Trimegisto. 
"Como dentro, assim fora" responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung. 

(Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. 

fevereiro 01, 2018

3.8.

...chega os 38. e chega também outras urgências.    A velha-eu está aqui bem firme e forte dizendo pra continuar sendo a velha-eu.  A nova-eu é um raminho verde brotando, não tão frágil e nem tão forte.
Apenas inseguramente existindo. 
Meio cansada de consolar as dores de alma. Meio sem saco pro aniversário da cidade que calhou de ser meu dia também. Sem nada pra tolerar também esses festejos, todos iguais, como sempre, essa cidade que tenho sentimentos ambíguos: pertencimento-nunca pertenci.
Luta e lutando diariamente pra não me entregar à melancolia, bem real que ronda. Força, viço de viver, fenecer e me entregar exaurida, exausta, melhor parar.
O desejo de Amor, de ser comunicativa, de transformar por práticas igualitárias me impelindo simultaneamente a rugir minhas urgências. Tanta demanda. Tantas ações e esperas, vontade de não ser sozinha nos desejos, vontade de ser compreendida, e "não serás tão alienígena" nos teus sentires-devires poéticos.
A verdade é que vencer esse bicho-mulher, e esse monstro que tenho em mim, tão múltipla, plural, e feroz; e não há flores suficientes nesse mundo pra cobrir o cheiro fétido, tanto quanto o perfume discreto.  Qualquer um, não tem, ou teria coragem pra atravessar os espinhos, até finalmente chegar na flor.
A flor se retroalimenta, somente dos desejos. o sentir por si mesma.
 Saudades agora de Clarice, Deusa suprema e maior, que quebrou o átomo da palavra e inventou outras inexistentes, como pintura pra ser lida, neologismos em que eu me acolheria, com prazer sim.

Amanhã vou ler isso, e sentir que, novamente exagerei.  Mas dane-se, maquiar tanta demanda ² tempo e sem saco e vontade pra enfeites.   Amanhã, vejo.

Aterrisar, e atravessar.... Inferninho astral pré data de aniversário, mas que vale a pena guardar.
(Loucura que cura).