As perguntas Cartesianas são: Quem pôs a luz no cu do vagalume?
Ver é uma fábula.
Esse é o lugar do desvario.
Nem signos, nem sinais.
Pensamento é susto.
O enlouquecimento da razão se comprova na Terra Brasillis tupiniquim pelo anti-empirismo. A dúvida metódica: ¨
Aqui sou eu o bárbaro que não entende.¨
Chega de tentar entender, pelo pensamento só não se consegue! Como é possível colocar essas cores, esses cheiros exuberantes, os corpos seminus, o sistema analítico e metódico dá tilt, pandemônio.
Cogito ergo sun é o gosto dessa fruta, onde toda e qualquer tentativa de desvendar é coibida pelo impossível. O que impera aqui nesta terra é a vanguarda de todas as lentes científicas, o impossível posto na realidade à minha frente, desnorteado.
Delirium ergo sun.
" Nestes climas onde o bicho come os livros e o ar caruncha os pensamentos, estas árvores ainda pingando as águas do dilúvio. Ah, Brasil, Parinambouc, minha Tróia, este mundo é sujeira; este mundo não sai: é uma sujeira em meu entendimento no vidro de minhas lentes".
*Um fluxo de linguagem, que reinventa a língua.
Uma construção literária que imagina a vinda do filósofo René Descartes
para o Brasil na caravana de Maurício de Nassau.
O confronto entre as prerrogativas do pensamento cartesiano e outras formas do saber,
baseadas nos fluxos exuberantes da Terra Brasilis.
Um solo com a atriz Nadja Naira, que percorre os acidentes narrativos
desse texto de juventude do poeta-farol Paulo Leminski.