Do muito que já se falou relacionado ao pastor Marco
(in)Feliciano, e de todos os crimes que não julga, mas põe como desvios,
pecados do ser humano, o que agora toma outra proporção é do “projeto cura
gay”. Não bastasse ele atentar contra a OMS, órgão internacional que regulariza
as práticas de saúde no mundo, a parcialidade com que ele quer definir, segundo
seus próprios conceitos distorcidos, a orientação sexual das pessoas é sua
campanha pessoal. E agressiva. Tem respaldo da igreja católica, e evangélica,
de alguns profissionais duvidosos que acreditam que o indivíduo que sofre,
sofre porque está clamando por perdão e mudança, e não como um reflexo da
heteronormatização cultural e social em que as mulheres e homens homossexuais
estão submetidos todos os dias. “Psicólogos evangélicos” esta categoria
risível, só pela denominação que tem, procura dar respaldo legal pra projetos
deste tipo, indo de encontro a toda uma política mundial. Os casos de
reorientação sexual, já documentados em teses e artigos, só comprovam que a
falha está num sistema de normas sociais de exclusão, dogmas religiosos, e
perversão (sim, isso mesmo) dos direitos humanos mais básicos. Um pastor, ou uma pessoa qualquer, que tem
poder político,e que ponha seus interesses pessoais e religiosos à frente da
lei, de órgãos internacionais, de diretrizes mundiais conhecidas, deveria ser
punido, e ao invés ; tem os destaques dos holofotes, flashes, e superestimação
da sociedade.
O preconceito de hoje já não é mais invisível, está escancarado, exposto nas manchetes, nas notícias online pra todo mundo ver. E as pessoas ditas esclarecidas, que não concordam com isso, se mantêm em silêncio. É esse silêncio que me incomoda, porque nesse silêncio se é permitido todo tipo de atrocidade verbal, todo abuso de poder, todo absurdo é dito e fica por isso. Acordemos. O tempo passa, e com o tempo, nossa capacidade de modificar a realidade...
Em tempo, lembrei que Mein Kantf livro de Adolf Hitler, dizia que o nazismo seria uma prática de Direitos Humanos. Mais atual, impossível.
Notícia relacionada ao projeto de lei mais recente que criminaliza a “heterofobia”, e reorientação sexual pra hetonormatividade: Pastor pretende interferir na autonomia profissional dos psicólogos.
O Estado Laico é estado de urgência social.
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| Ilustração de Carlos Latuff |
O preconceito de hoje já não é mais invisível, está escancarado, exposto nas manchetes, nas notícias online pra todo mundo ver. E as pessoas ditas esclarecidas, que não concordam com isso, se mantêm em silêncio. É esse silêncio que me incomoda, porque nesse silêncio se é permitido todo tipo de atrocidade verbal, todo abuso de poder, todo absurdo é dito e fica por isso. Acordemos. O tempo passa, e com o tempo, nossa capacidade de modificar a realidade...
Liberdade religiosa não é álibi contra democracia.
Em tempo, lembrei que Mein Kantf livro de Adolf Hitler, dizia que o nazismo seria uma prática de Direitos Humanos. Mais atual, impossível.
Notícia relacionada ao projeto de lei mais recente que criminaliza a “heterofobia”, e reorientação sexual pra hetonormatividade: Pastor pretende interferir na autonomia profissional dos psicólogos.

Marcos INFeliciano. Adorei, vc escreve super bem!
ResponderExcluirUm ponto foda tb é essa interferência, de uma pessoa q n está habilitada e n tem formação para tal, sobre uma prática profissional...
ResponderExcluirVelho... o que mais se encontra agora, é o senso comum querendo se apropriar do que é a psicologia, e distribuir ¨diagbósticos¨ por aí afora. Seria cômico, se não fosse lamentável. Ética é uma palavra raríssima, jurássica, que só se encontra nos tratados de filosofia. Inexistente.
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