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| Sigyn - Loki |
Já roubou algo, por mais simples que fosse, quando tinha dinheiro no bolso?
Ou teve uma reação inusitada, quando achava que era imprópria à sua natureza, e surpreende à todos, inclusive, e principalmente, à si próprio. É disso que estou falando. É como uma mentira sincera.
A questão não é ser repugnante, abjeto, risível, ridículo ou até estúpido. E sim, fazer isso com maestria.
Ser magistralmente abjeto. Mergulhar profundamente na lama lodosa, e divertir-se nadando ali.
Mas atenção, não basta ser apenas infame, ser-somente, mas ir além, transformar esse sentir dionisíaco em divino; o vício em virtude, não o contrário.Então cobri-la de lisonjas, de carícias voluptuosas enaltecendo-as! Chega de nobres canduras, elevadas consciências, do recato, palavras bonitas e idealizadas; a virgem incontinenti.
O romantismo pueril, danem-se os edificantes pensamentos, pois assim ninguém goza. Só se goza se puder assumir seu lado puta, não com sexo adequado e comportado, para isso existem os higienistas.
Um gozo de Trickster, seria o poder do riso e do luxuriante dançar. A gargalhada sagrada quando se ri sem controle, soltando as pregas, soltando peido, sons, ruídos, as pregas (as regras, as pragas) sociais.
A libidinagem está no riso, afirmo. Nada é mais bonito e engraçado que o riso febril.
E libidinoso, já que a graça é o que nos faz bem, nos acrescenta, e dilui a censura. (Esta sim sem graça).
A regra burra, a lei estúpida que nos transforma em alienados de nós mesmos, subjuga e inferioriza: deve ser ludibriada, sistematicamente uma fraude.
Aliás, leis que escravizam um pensar, dogmatizam e igualam pessoas, deveriam ser zombadas até não mais poder, ultrapassadas e espoliadas. Ou se não for possível, encontrar brechas, lacunas possíveis em suas próprias falhas.
Burlar uma regra burra é uma Arte! Artimanhas...
Esses são ensinamentos preciosos, e é um prazer segui-los pra em seguida infringi-los.
Novas ficções de travessuras.
O Bobo é também O Louco, a loucura e o desarranjo.
Aliás, leis que escravizam um pensar, dogmatizam e igualam pessoas, deveriam ser zombadas até não mais poder, ultrapassadas e espoliadas. Ou se não for possível, encontrar brechas, lacunas possíveis em suas próprias falhas.
Burlar uma regra burra é uma Arte! Artimanhas...Esses são ensinamentos preciosos, e é um prazer segui-los pra em seguida infringi-los.
Novas ficções de travessuras.
O Bobo é também O Louco, a loucura e o desarranjo.
Loki - Deus do Fogo, das trapaças, sexo e dos ladrões, existe em nós, na medida em que despertamos pra ele - um Bobo Sombra deve ser investigado tão intensamente quanto possível, ou a trapaça será consigo. O Bobo Sombra se estudado, é crescimento, aceitação da sua realidade pessoal sem fazer juízo de valor.
E é preciso extravasar o Fogo, por pra fora, ou serei consumida, labaredas que queimam a mim.
Clarissa Pinkola Estés, fala na sexualidade feminina, em desejos de um obsceno sagrado, não como entendemos hoje, mas uma sabedoria sexual irreverente e bem humorada, vital pra uma natureza selvática, como a das "Deusas Sujas".
Baubo, uma Deusa da Grécia antiga, pouco conhecida das divindades, adorável e picaresca, é a pequena deusa que faz com que Deméter, exausta e desesperançada, pudesse voltar a sorrir de seu rebolado, de suas piadas picantes, do balanço de seu corpo - sua graça sensual, e juntas riam a deusa do ventre Baubo, e a deusa mãe da terra Deméter, que reuniu forças pra prosseguir em sua busca, que bem sucedida devolve vida ao mundo, aos campos e ao ventre das mulheres.
E é preciso extravasar o Fogo, por pra fora, ou serei consumida, labaredas que queimam a mim.
Clarissa Pinkola Estés, fala na sexualidade feminina, em desejos de um obsceno sagrado, não como entendemos hoje, mas uma sabedoria sexual irreverente e bem humorada, vital pra uma natureza selvática, como a das "Deusas Sujas".
Baubo, uma Deusa da Grécia antiga, pouco conhecida das divindades, adorável e picaresca, é a pequena deusa que faz com que Deméter, exausta e desesperançada, pudesse voltar a sorrir de seu rebolado, de suas piadas picantes, do balanço de seu corpo - sua graça sensual, e juntas riam a deusa do ventre Baubo, e a deusa mãe da terra Deméter, que reuniu forças pra prosseguir em sua busca, que bem sucedida devolve vida ao mundo, aos campos e ao ventre das mulheres.
Mas fazer rir é um equilíbrio de malabarista, pois buscar o cômico dentro
de você, é buscar as farpas também, seus traços risíveis são os mais absurdos.
E rir destes, que a comicidade é o risco de se tornar risível você mesmo, e vem
com certa tragédia. Todo ato genuinamente cômico é absurdo. E ora pode-se fazer
rir com você, ou de você, ora você ri sozinho. Mesmo quando se debocha da Sociedade
ou do Rei.
Tão engraçado quanto, se a piada é o ridículo que se é.
O risco é só perder a cabeça, no imaginário e no real mesmo!
Em todos nós existe - em maior ou menor nível -
uma vontade de perder o controle. E de fato não temos controle total sobre
pensamentos que temos, sobre reações de nosso corpo, nossa psique
inconsciente, a natureza instintiva age à sua maneira dentro de nós,
lembrando que o controle total é uma ilusão. Reprimir vai causar danos, e vai reaparecer
de outras formas distorcidas e doloridas, enquanto não se atentar. Nada impede
então que se aproveite um pouco do descontrole à seu favor, a criatividade primitiva.
A aleatoriedade da vida nos impõe escolhas burocráticas às vezes, portanto tão aleatória é, que dentro do imprevisível contêm possibilidades de improvisar saídas engenhosas - e espalhafatosas. É como dançar tango, “se erra um passo, segue, continua a dançar”, uma batida rítmica, insistente e volátil.


