intermitência,
é insistência
e essa inquietação
eu conheço muito bem.
Quem não ousa traduzir seu nome
Porque não há nomes o bastante
e se houvessem, mesmo,
seriam impronunciáveis.
A única chance, é seguir instintos inomináveis.
Sim, gostaria de poder acalmar fúrias internas
mas estas, são as fagulhas que pulsam,
lampejo da essência reverberante.
E mesmo no caos, há lógica.
Compreensão, apreensão
só não há calma, é na calmaria pra alma.
Implicâncias, justificâncias... insignificâncias
Eu vou doer como você.
Como ela dói. Vim pra doer.
Se tormentas acontecem, porque tem de acontecer
que efeito placebo, inócuo seria o apaziguamento.
O tempo limítrofe entre o entendimento e a absurdez
Não me faltam caminhos, há de sobra, o que falta é o equilíbrio de não tropeçar.
Interromper tentativas.
Todas elas tropeços,
todas elas corretas,
todas,
traduções de quem somos.
*Gregory Colbert photo

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