sentidos.
Primeiro eu toco com o olhar, toco com o cheiro, saboreio,
ouço o que cada coisa é.
ouço o que cada coisa é.
Quero tornar-me a coisa, o ser outro em mim.
Vou escutar os sons da terra, e depois misturar-me.
Provarei o 1º vôo da borboleta, irregular e impreciso como
eu,
antes do pouso.
antes do pouso.
Levitar sob a água, beber a ligeireza dos peixes.
Depois misturar-me.
Vou estender meu rosto em brasa de luz, pro Sol me tocar,
acarinhar, e ser ele também.
Serei a Chuva e o Sol. E o som das folhas quando caem.
E todos os perfumes sutis das reentrâncias, dos relevos,
volumes e caminhos que se lêem nas árvores. Misturar-me.
Serei cada coisa em si, e todas elas, uma e muitas vezes,
até misturar-me nelas.
Existirei em mim, pra em seguida existir no entorno:
Invertida, essas coisas também existem em mim.
Livre é quem tem os contornos diluídos.

Livre é quem respiredança, é quem coexiste. É impossível ser livre sozinho. Torno a dizer: radical livre é célula-tronco.
ResponderExcluirPara além das palavras, lá nas "entrelinhas"...
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