Erik e Paul se conhecem como tantos, por telefone. O primeiro encontro (não vou ser spoiler, e contar o filme aqui, mas fazer minha crítica pessoal), desde esse momento, fica claro quando se sente a mágica entre as pessoas surgir; acontece a química dos corpos, dos olhares: um amor novinho em folha nascendo.
Em momentos difíceis no filme, difíceis de sentir, algumas pequenas identificações, com um ou outro personagem. Cobranças, expectativas com o outro, em que me vi, e vivi em outras relações. E quando a frase "eu te amo" soa com surpresa, uma vez na doçura, outra como hábito, ou como "desculpe-me".
É de uma honestidade desconcertante! Pra mim, aliàs, que tenho as vezes alguns preconceitos aos relacionamentos gays masculinos, e tendo a achar muito volúveis, o filme me presenteou com profundidade inesperada. Ganhou diversos prêmios, Teddy em Berlim 2012, 16.ª edição do Queer Lisboa, e outros.
Pessoal, intimista no sentido de tornar o expectador íntimo de sua história, participante dela. E sensível, sensibilidade brotando em todos os detalhes, visualmente e sonoramente bem feito, um filme corajoso.

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