aqui um problema a ser solucionado (talvez).é o de representar através de
Quero uma superfície infinita.
O papel por mais extenso que seja não cabe em si
e borra. Mas não pra fora e além.
O pincel diz tortuosamente as incertezas
talvez faça sentido assim.
Celulose é atrapalhada.
Tudo tem seus poros não é?
o corpo é uma superfície cheia de imperfeições
mas respira, ao menos.
a tela tem um fim. e nos seus descontínuos transbordos,
só permite que o desejo vá até suas margens.
a bolha de sabão
é tão frágil, morre quase ao nascer.
A teia de aranha faz uma mandala perfeita
nenhum humano faz senão suspirar de vontade.
O tecido escorrega, fura, espeta, não acerta,
parece concreto,
mas é como uma água pegágel só momentaneamente
fere os orgulhos de conseguir.
o barro é frio e macio, poderia ficar horas e horas sem lhe dar forma
com medo de marcar de detalhes e entalhes, da imperfeição o que é já é bonito
sem forma definida.
As ondas sonoras tem sua dança, se propagando como uma configuração feérica
será por aí que encontraria a melhor demonstração?
Quero conseguir atravessar as superfícies, pra alcançar um infinito possível.
Quantas vezes tenho que morrer e renascer na arte, até conseguir deslimitar-me?
Quando haveria o meio de extravasar os planos, as superfícies, as tridimensões,
as funduras e depressões, as curvas e os riscos
labirínticos.
Até onde posso ariscar ir mais longe? Onde seria esse longe....
Há contornos aparentemente incontornáveis pra alcançar a forma de alma
aquela que é paisagem de sua casa interior.
A que você realmente é. Sem adentrar explicações.
Continuum em investigar
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