Eu não acredito no comunismo como ideal político. Na verdade
não acredito em nenhum sistema político que controla o cidadão comum pelo
Estado. E tampouco acredito que vivemos num "Estado Político
Democrático", como querem nos empurrar, e nos convencer de todas as
formas, com mostras distorcidas. Mas também não vivemos num estado livre, e
com liberdade de escolhas. Creio que o Anarquismo, sim, com seus teóricos
que estão no momento ideal de ação, e muitas, mas muitas pessoas mesmo ignoram o
quanto estamos enredados na cibercultura, atrás de reportagens alternativas de
mídia, no cinema independente, de baixo orçamento, curtas e longas, nas belas e nem tão belas artes, na comunicação, na psicologia, no cotidiano. Nem Bakunin, nem
Proudhon estão lá restritos aos livros. Acordem pra isso.
Revi esses dias o filme "Easy Rider" um road movie de 1969 , sobre esses dois caras que cruzam o E.U.A, e vão encontrando pessoas,
desfilando seus desejos, ideias, desilusões... Mas o que vale a pena tratar aqui é um diálogo fantasticamente
verdadeiro, do personagem de Jack Nicholson sobre a "liberdade
americana". Em que diz se falar de liberdade, e viver em si mesmo
essa liberdade, são coisas muito diferentes, e que os que falam em liberdade ficam realmente aterrorizados, e
furiosos quando vêem alguém seguir regras próprias e libertárias. "São
estes que correm perigo", diz. Pois vão querer bater, matar, e
exterminar qualquer traço que os diferencie do restante, pra provar que não são
livres.
Quer controle social eficaz? Além de governos, além de
igrejas, do controle da sexualidade reprimida, os cartazes da
Propaganda CAPITALISTA mostram que é bem mais que bonitinha: funciona.(Ou melhor, funcionava).
Porque ela agora
já não dá conta: do tamanho do fosso social que causa, desigualdades abissais,
nem da escassez de recursos naturais do planeta que já não o suporta, (e
humanos), na ânsia de consumir mais, nem mesmo onde estocar tanto lixo que
produz.
Seria preciso mais outros mil planetas, e mais outros milhões mais de habitantes escravos.
Seria preciso mais outros mil planetas, e mais outros milhões mais de habitantes escravos.
O que digo agora, outros já disseram antes de mim e de
nós, economistas e sociólogos lúcidos e sensíveis, o capitalismo tem seu tempo
esgotando-se na mesma velocidade de seu consumismo, ele caminha pra seu próprio colapso.


Acho que pensar em anarquia é pensar também A liberdade numa sociedade cujos espaços sejam “ocupados” sob todos os sentidos –literais, metafóricos- por meios, ideias, forcas, acoes que impulsionem o pleno desenvolvimento de todas as potencialidades materiais, intelectuais e morais que se encontrem em estado latente dentro de cada individuo...
ResponderExcluirSim, concordo. Mas acho também que a palavra "ocupação" dos espaços, sejam quais forem, devem ser associados a intervenções educativas. Sem isso seria até pior... A maioria das pessoas( e jovens, adolescentes) não sabe o que significam essas palavras, democracia, capitalismo, comunismo, anarquismo nem se fala, que parece sinônimo de baderna e confusão, e não um sistema político com coerência de regras próprias, e outros 'ismos'... A não ser aquilo que é distribuído como verdade, ou seja impregnado do próprio poder vigente. E a maioria também não busca esse saber. Acho que devem se aproximar desses jovens, com linguagem acessível, e interessante pra elas. No rap por exemplo, na arte de rua, samba... tudo que possa lhes interessar, e despertar pra essas coisas é válido. Penso que só assim pra as ocupações serem imbuídas de valor e significado que elas possam abraçar e intervir.
ExcluirE um site sobre as teorias anarquistas, pra quem quer entender este sistema. Em inglês, mas pode-se traduzir facilmente.
ResponderExcluirhttp://dwardmac.pitzer.edu/anarchist_archives/index.html