(...e reinventou os homens em formato par/ ímpar)
Lucidez delirante, sabedoria sem fim. A mulher que os psicanalistas amam citar, os cineastas, poetas, artistas, psicólogos e uma renca atrás de Estamira. Me pergunto se ela ainda está no lixão de Gramacho...
Mais ou menos Deleuze, e mais deleite.
“Eu sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim. A minha missão, além de eu ser Estamira, é revelar a verdade... Capturar a mentira e jogar na cara. Ensinar a eles o que eles não sabem.”
"Tem o controle remoto superior natural, e tem o controle remoto artificial. O controle remoto é uma força quase igual assim, mais ou menos igual à luz, à força elétrica, a eletricidade, sabe. Agora, é o seguinte, no homem, na carne e no sangue tem os nervos. Os nervos da carne sanguínea vem a ser os fios elétricos".
“Não tem mais inocente... Tem esperto ao contrário.”
“O espaço inteiro é abstrato. O que se vê lá em cima é só reflexo do que está aqui embaixo.”
“Que Deus é esse? Não é ele que é o próprio ‘trocadilo’? Ele e sua quadrilha...”
Lucidez delirante, sabedoria sem fim. A mulher que os psicanalistas amam citar, os cineastas, poetas, artistas, psicólogos e uma renca atrás de Estamira. Me pergunto se ela ainda está no lixão de Gramacho...
Mais ou menos Deleuze, e mais deleite.
“Eu sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim. A minha missão, além de eu ser Estamira, é revelar a verdade... Capturar a mentira e jogar na cara. Ensinar a eles o que eles não sabem.”
"Tem o controle remoto superior natural, e tem o controle remoto artificial. O controle remoto é uma força quase igual assim, mais ou menos igual à luz, à força elétrica, a eletricidade, sabe. Agora, é o seguinte, no homem, na carne e no sangue tem os nervos. Os nervos da carne sanguínea vem a ser os fios elétricos".
“O espaço inteiro é abstrato. O que se vê lá em cima é só reflexo do que está aqui embaixo.”
“Que Deus é esse? Não é ele que é o próprio ‘trocadilo’? Ele e sua quadrilha...”
“Eu sou ‘formato homem par’, que são as ‘mãe’
“A Terra falava, agora ela tá morta. A morte é dona de tudo”
“ Todos os homens têm que ser iguais, tem que ser comunistas... tem que ter ‘igualidade’.”
“Tudo o que é imaginário, existe, tem, é.”
“A Terra falava, agora ela tá morta. A morte é dona de tudo”
“ Todos os homens têm que ser iguais, tem que ser comunistas... tem que ter ‘igualidade’.”
“Tudo o que é imaginário, existe, tem, é.”
"Sou louca, sou doida, sou maluca, sou azougada.
Sou essas quatro coisas. Porém, lúcido e ciente sentimentalmente"
"Vocês não aprendem na escola. Vocês copiam.
Vocês aprendem é com as ocorrências. Eu tenho neto de 2 anos que já sabe disso.
Tenho de 2 anos, que ainda não foi à escola copiar hipocrisias e mentirar
charlatais"
"Os home tão pior que um quadrúpulus! É a decepção de todos os espaço. É a decepção de quem revelou o homem como único condicional"
"Os home tão pior que um quadrúpulus! É a decepção de todos os espaço. É a decepção de quem revelou o homem como único condicional"
"Foi
combinado alimentai-vos o corpo com o suor do próprio rosto, não foi
com sacrifício. Sacrifício é uma coisa, agora, trabalhar é outra coisa.
Absoluto. Absoluto. Eu, Estamira, que vos digo ao mundo inteiro, a
todos, trabalhar, não sacrificar."
“Tempo eterno é tempo infinito, mas tem o além e o além do além. Nenhum
cientista foi até o além, quanto menos no além do além. Para mim, tudo o
que nasce é nativo, isto é, natal”.
"Me trata com teu trato, que eu te devolvo o teu
trato!"
"Eu sou a beira do mundo"
"19-3 pois! 19-3 pois! Câmbio, Exu"


Estamira é um símbolo. Um símbolo de infinitos significados, representações das múltiplas facetas que o ser como humano pode carregar em si tanto do ponto de vista mental, social, biológico, animal . No corpo, na fala, no transtorno, na lucidez, de sua palavras ela habita o além dos limites . E é nesse além, aquele lugar onde a maioria teme chegar, é que ela está, é que ela vive. E não falo do lixão não. Falo de sinceridade, da coragem de escancarar nossas mazelas, nossos egoismos, nossos mistérios, nossos medos,nossas injustiças.Instiga, é um grande exercício de empatia ouvi-la. Pois em seu discurso “lúcido - deslúcido”’ ela vai desnudando essa ilusão existencial que carregamos em nós de que é possível viver uma vida de previsibilidade, de total controle daquilo que pensamos.
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