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janeiro 29, 2018

Análise de crise(s)

Difícil é Ser
em Estado teocrático
manipulação legitimada
a farsa teatralizada, e
televisionada.
Globeleza nos corpos, e nos pensamentos comuns
banalidade do órdinário
mais vale uma bunda que rebola, que
pensamento em movimento; ação que concretiza.
Crise do eu, do sou e do somos
equação da depressão política.
Manifestação do ridículo emplumado, envernizado,
e amestrados, os títeres repetem;
mentiras óbvias, relinchos cuspidos, becos sem saída.

vociferar nas ruas,
ou repetir o scrip neoliberal
eis a questão.
Haverá amanhã, pra nascer feliz?

de nossos corpos dóceis
de cabeças embotadas,
esvaziadas.
rebolations, simulacro cultural
fedor que se espalha.
Nós somos paródias
nas manchetes do outmundo
risíveis.

Análise das desrazões
no Brazil faz de contas
pois a crise pode ser cega
da razão
mas nos pega no bolso,
e no sentimento ambíguo;
"Tô fazendo merda, mas..."
é que crise não é só política,
é também cognitiva e emocionada.
E nesses tempos, emblemática
dos vícios
e padrões
que não dá mais pra descer.



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