Quando se lê ou escreve, é como ter a memória de muitas pessoas de uma só vez.
Poema extravasa seus bordos pra alcançar a tudo, e todos com manto invisível de significados.
Como se reunisse naquelas palavrinhas o que todos sentiram juntos.
É aquilo que você disse, tocou-me, e eu vi e senti tão perto de você. Nesse momento vi com teus olhos, senti o sabor de estar ali com você. Senti o frio, e me aqueci com o calor do que me disse. Senti a fome e saciei porque me inundou de alimento pra alma.
Senti o carinho de suas palavras, e nisso, sentimos algo juntos, eu, você... que tiveram expressão no mundo além palavras. O que aconteceu comigo neste despertar da leitura, foi que alcei um vôo longo, interno e profundo, com mil outras leituras anteriores, conjuntas. E mudei um pouco também, porque deixei-me religar a esses outros alguéns. Alguéns estes, e tantos, que moram em mim, com vozes e tons poéticos, a mesma rede de sentires.
Leiam poemas, escrevam poemas, bebam, comam, respirem, inspirem... poemas. Pois como disse algum desses poetas, poesia vai salvar o mundo, ou nas minhas próprias, vai adoçar a aridez de corações.
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Dose poética!
ResponderExcluirPoesia "(Des) arranja" o viver. Amplia-o. Torna-o mais intenso...
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